quinta-feira, 7 de maio de 2009

DEFENDAM AS NOSSAS CRIANÇAS


Muito se tem falado nos acidentes ocorridos com crianças e na necessidade de se fazer qualquer coisas para os evitar.

Esta semana, através dos media, tivemos oportunidade de tomar conhecimento de um estudo realizado sobre este tipo de acidentes.
Neste estudo chegou-se a conclusão de que, se bem que em Portugal temos vindo a diminuir os acidentes com crianças, continuamos a ser um dos países com piores resultados nesta área.

As quedas, as intoxicações e os acidentes rodoviários e domésticos, são algumas das situações que provocam estes números assustadores e preocupantes.

Uma das situações muito faladas e para as quais é necessário tomar medidas urgentes, são as piscinas sem vedações de segurança.

Na minha actividade profissional (consultor imobiliário), tenho oportunidade de encontrar situações destas. Moradias ou apartamentos em condomínios, que tendo piscina não têm nenhum tipo de protecção.

Neste caso de quem é a culpa?

Se por um lado, parte da culpa pode e deve ser atribuída aos construtores, não podemos deixar de atribuir também culpas a quem tem por missão conceder as licenças de utilização necessárias para se efectuarem as escrituras quando estes imóveis são vendidos.

Se as entidades competentes, não passam as referidas licenças quando alguma coisa não está conforme os projectos ou conforme as leis em vigor, porque é que não se recusam a passar a licença de utilização quando as piscinas não têm a segurança necessária?

Deixo aqui este reparo, esperando que alguém com responsabilidades nesta matéria, tome a devida nota.

Este é o País que temos

Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

terça-feira, 28 de abril de 2009

1º DE MAIO


Todos sabem qual o significado deste dia.

Uns porque o festejavam mais ou menos em silêncio antes do 25 de Abril de 1974, outros porque o começaram a festejar depois dessa data e ainda outros porque sem o festejarem, sabem qual o seu significado.
Por todas estas razões não irei falar sobre o que representa o 1º de Maio.

O que me leva a falar sobre esta data e a escrever estas linhas, é o facto de pensar que já seria altura de se alterar por completo a forma de se festejar este dia.

Numa altura em que a crise que vivemos, afecta todos os trabalhadores em geral e em que todos sentimos os seus efeitos, pergunto eu:

Não seria altura de se transformar este dia, não num dia de festa mas sim num dia de LUTA?

Não seria altura de todos os trabalhadores deste País se manifestarem em conjunto?

Os mais jovens não viveram a experiência de vir para a rua comemorar o 1º de Maio em conjunto, como o que aconteceu em 1974, mas os mais velhos por certo se recordarão desse grandioso dia.

Não seria altura de o repetir?

Não seria altura das Centrais sindicais e de todos os Sindicatos esquecerem as suas divergências e convocarem uma só manifestação?

Não seria altura dos trabalhadores ultrapassarem os seus dirigentes e se manifestarem em bloco numa grande jornada de luta?

Não seria altura dos senhores dirigentes sindicais e políticos deixarem de pensar só em si e nos seus interesses e pensarem nos interesses dos trabalhadores?


Por um 1º de Maio de LUTA e a uma só voz


Este é o País que temos

Desculpem lá o DESABAFO


Pedro Pampulim

sexta-feira, 24 de abril de 2009

35 ANOS


Para quem está atento ao que o rodeia, é frequente ouvir na rua, no local de trabalho ou noutro local qualquer, algumas pessoas dizerem que a situação actual em Portugal é pior do que era na altura do Salazar.

Para as pessoas que o dizem, gostaria de as lembrar, que só o facto de o poderem dizer livremente na rua, já demonstra bem que a situação actual é bem diferente da que se vivia na altura.

Não há dúvida nenhuma de que não vivemos no Portugal com o qual possivelmente os Militares de Abril sonharam e com o qual alguns de nós sonharam no dia 25 de Abril de 1974 e nos tempos seguintes, mas as diferenças entre o 24 de Abril de 1974 e os dias de hoje, são felizmente muito grandes.

Para os que não viveram esses tempos, para os que viveram mas já não se lembram e para aqueles que não se querem lembrar, recordo aqui algumas situações que se viviam nessa altura:

- Havia presos políticos

- Havia tortura e perseguições

- Havia quem nos seguisse na rua

- Havia quem perguntasse nos cafés que frequentávamos que conversas tínhamos

- Havia a necessidade de se pedir uma licença especial para se usar um simples isqueiro na rua

- Havia uma Guerra Colonial onde se combatia sem se querer ou sem se saber porquê

- Havia terror, medo

- Havia muito mais coisas a acrescentar a esta lista


Hoje não vivemos uma Democracia com a qual sonhámos, mas estamos realmente muito melhor e isso deve-se fundamentalmente á chamada "Revolução dos Cravos", ao 25 de Abril de 1974, aos Militares de Abril e a todos os anti-fascistas que contribuíram para que se pudesse fazer esta Revolução.

Que ninguém se esqueça nunca que o 25 de Abril aconteceu para que Portugal se tornasse num País Livre e Democrático

Que ninguém se esqueça que muita gente sofreu e morreu para que isso fosse possível

Que ninguém se esqueça que o 25 de Abril de 1974 tem que ser lembrado e que o seu espírito tem que sobreviver a tudo e a todos.


25 de Abril sempre

Este é o País que temos

Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A CRISE TEM AS COSTAS LARGAS

Sem dúvida nenhuma vivemos dias difíceis e estamos na realidade a atravessar um crise que como todos sabemos é Mundial.


Esta crise está a fazer com que muitas empresas vivam momentos trágicos, fazendo com que recorram aos despedimentos, ou porque fecham as suas portas ou porque procuram através da redução do seu pessoal baixar as despesas mensais tentando assim sobreviver.


No entanto devemos fazer uma análise mais cuidada e profunda desta situação.


Em conversas tidas com outras pessoas sobre este assunto, chego á conclusão que não sou só eu a pensar que por trás destes despedimentos motivados pela crise, há muitos que não passam de um mero aproveitamento por parte do patronato deste país.


Muitas empresas vivem situações complicadas não por culpa da crise, mas sim por deficiente gestão.

Desde ordenados exagerados dos seus gestores, a despesas que nada têm a ver com as empresas e que são metidas nas suas contabilidades, grandes prémios atribuídos sabe-se lá porquê, tudo é válido para alguns senhores.

Todos nós conhecemos casos destes.

Não seria bom os responsáveis deste País estarem atentos a estas situações?

Este é o País que temos


Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

6 a 2

Penso que há assuntos bem mais importantes do que o "maravilhoso" resultado que a nossa Selecção obteve esta madrugada (hora de Portugal), no jogo amigável frente á selecção Brasileira.
No entanto, não quero deixar de fazer um breve comentário sobre este resultado.

Penso eu, que, alguns dos jogadores que fizeram parte da equipe que jogou contra o Brasil, não deixaram de saber jogar dum momento para o outro.
Assim sendo algo se passa neste momento com esses jogadores.

Depois vejo chamar jogadores á selecção que por algum motivo têm andado afastados dela e até com problemas nos clubes que representam.
Assim sendo algo se passa com esta selecção.

Não quero alongar mais este meu comentário, mas também não quero terminar sem aqui deixar dois reparos a quem de direito da FPF.

Primeiro reparo - O outro seleccionador disse uma vez "... e o burro sou eu..."

Segundo reparo - Aqui talvez fosse de aproveitar a sugestão da Drª Ferreira Leite
"...Façam um intervalo, arrumem a casa e depois continuem..."

Este é o País que temos

Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

INTERVALO

Depois duma altura em que escrevia mais assiduamente, fiz um intervalo. Não porque, não existam motivos, histórias e casos que não fossem dignos dumas linhas, mas porque era difícil escolher qual das situações era mais merecedora dos meus reparos.
A propósito de intervalo, foi precisamente por causa duma sugestão de intervalo que hoje aqui estou mais uma vez.
E que sugestão foi essa perguntam vocês. Não estão mesmo a ver?

Então vamos lá a essa sugestão.

Todos sabemos que há intervalos no cinema, no teatro, no futebol, etc...etc...etc...

Na política também há intervalos. O intervalo para férias da Assembleia da República por exemplo, o intervalo para férias dos partidos políticos, etc...etc...etc...

O que eu nunca tinha ouvido falar, era que poderia haver um intervalo na escolha de um regime politico de um determinado país.
Mas como estamos sempre a aprender, talvez esta seja uma das oportunidades que temos de aprender mais qualquer coisa.

Alguém do alto do seu pedestal, abre a boca e deixa sair uma "maravilhosa" solução para os problemas do nosso País

"...pare-se a democracia durante seis meses, resolva-se todos os problemas e voltemos á democracia..."

Isto é realmente um espanto.

Agora, já se pode pedir democracia, como quem está num restaurante.

"Olhe por favor, traga-me 34 anos de democracia"

"estava muito bom, agora traga-me 6 meses de ditadura por favor"

" deliciosa esta ditadura, agora traga-me por favor um cheirinho de anarquia"

Como é que é possível que o maior partido da oposição, tenha como dirigente uma pessoa que faz semelhantes observações?

Como é possível que alguém que pensa vir a ser o Primeiro Ministro de Portugal possa dizer tamanho disparate?

Como é possível que um partido como o PSD, que tem pessoas capazes e inteligentes, possa permitir que uma pessoa possa dizer coisas destas, ainda por cima numa entrevista?

Para mim, das duas uma:
Ou a Drª estava a brincar o que não me parece muito provável porque a pessoa em questão tem sempre um ar de poucas brincadeiras, ou então algo de muito mais grave se passa neste País.

Não sou Comunista, não sou Socialista e muito menos Social Democrata, no entanto espero que os dirigentes e militantes do PSD, que durante o silêncio prolongado da Drª em questão, se manifestaram preocupados com esse silêncio, vejam que se calhar era preferível esse período do que aquele que vivem actualmente em que consecutivamente são ditas coisas que estão a deixar toda a gente preocupada e de boca aberta.

Este é o País que temos

Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

terça-feira, 21 de outubro de 2008

AÇORES vs MADEIRA


Pela opinião recolhida em conversas tidas com várias pessoas sobre os Açores e a Madeira, podemos chegar á conclusão de que os Açores ganham á Madeira em vários aspectos.


Não podemos negar a beleza da Madeira, mas no que toca aos Açores ninguém pode negar também que a beleza destas ilhas é bem mais natural do que a da Madeira.


Não podemos negar que tem havido desenvolvimento na Madeira, mas também ninguém pode negar que os Açores têm tido também um grande desenvolvimento.


Não podemos negar que o PSD e Alberto João Jardim ficarão sempre pelo bem ou pelo mal (consoante a opinião das pessoas), com o seu nome ligados á Madeira, mas também ninguém pode negar que o PS e Carlos César também ficarão sempre com o seu nome ligados aos Açores.


Pensemos agora em termos de Liberdade


Na Madeira


Há por aí, quem diga que na Madeira existe Liberdade, que as pessoas que não apoiam Alberto João Jardim e o PSD têm os mesmo direitos e as mesmas facilidades daqueles que apoiam.

Será que é mesmo assim?


Nada direi sobre isso, deixo que cada um pense por si e tire as suas conclusões.



Nos Açores


Há por aí quem diga que nos Açores não existe Liberdade, que as pessoas que não pensam como Carlos César e o PS não têm os mesmos direitos e facilidades daqueles que apoiam e que nas eleições do passado fim de semana isso iria ser visível.

Será mesmo assim?


Aqui neste caso deixo uma nota antes de os deixar pensar sobre isto.


Se assim fosse como seria possível o resultado verificado nas eleições?

Se assim fosse como seria possível o PC ter voltado a eleger um deputado?

Se assim fosse como seria possível o Bloco ter conseguido dois deputados?

Se assim fosse como seria possível as outras forças políticas terem eleito deputados?


Que estranha maneira de se fazer Política neste País


Este é o País que temos

Desculpem lá o DESABAFO


Pedro Pampulim