segunda-feira, 14 de abril de 2008

AS CAMBALHOTAS DE JARDIM


Não, não é engano.
Eu não queria dizer "as cambalhotas no jardim" o que eu queria mesmo dizer foi o que leu:
"AS CAMBALHOTAS DE JARDIM".
Claro que estou a falar do Sr. Alberto João, quem mais poderia ser.
Quem mais poderia dar cambalhotas tão bem dadas como as dele.
O Senhor Jardim dá-se ao luxo de cancelar a recepção solene ao Presidente da Republica dizendo que não quer apresentar ao país e ao mundo aqueles "loucos" (palavras do senhor Jardim) porque seria uma má publicidade para o turismo da Madeira.
E não há quem dê um puxão de orelhas a este senhor que vai dizendo tudo o que quer e que lhe apetece.
E para falar das cambalhotas.
Em determinada altura Jardim dizia que Cavaco Silva apesar de não ter nascido na Madeira era um Madeirense porque tinha a madeira no coração.
Mais tarde, lembram-se o que é que o senhor Jardim disse em 2005, quando o actual Presidente da Republica Professor Cavaco Silva não apoiou o Dr. Pedro Santana Lopes?
Pois é, disse que o partido social democrata deveria abrir um processo disciplinar ao Prof. Cavaco Silva e que o Senhor Silva (palavras de Jardim) deveria ser corrido do partido.
Grandes cambalhotas dá Alberto João.
Para ele uma pessoa, seja ela quem for, uns dias é muito bom, passado algum tempo é um zero e depois volta a ser muito bom.
Quando voltar a haver campeonatos nacionais, europeus ou mundiais de ginástica, a Federação Portuguesa de Ginástica deveria levar Alberto João Jardim ás competições, seria medalha de OURO pela certa.

Este é o País que temos
Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

terça-feira, 8 de abril de 2008

ALGARVE


Este fim de semana que passou, aproveitei não estar de serviço no sábado dia 5 e na segunda dia 7 e fui até ao Algarve, mais propriamente até Tavira, aproveitando um prémio que tinha tido de uma noite num dos Hotéis Vila Galé. Escolhi o Vila Galé de Tavira, resolvi ficar duas noites pagando eu a segunda noite.
Já não ia ao Algarve desde 1990.
As diferenças que encontrei como devem calcular foram enormes.
Claro que, um fim de semana não dá para ver muitas coisas, mas mesmo assim deu para ver qualquer coisa (Tavira, Quarteira, Albufeira e Vilamoura).
Quanto ao Hotel, não quero deixar de dizer que gostei, gostei bastante. E não me refiro só ao Hotel como edifício, mas sim ao seu funcionamento, e ao seu pessoal que com o seu profissionalismo e simpatia nos fazem passar momentos muito agradáveis.
Depois, não posso deixar de referir dois restaurantes em Tavira onde tive o prazer de comer. Um junto ao cais de embarque para a Ilha de Tavira (Portas do Mar) onde desde o marisco até a uns filetes de polvo com arroz de coentros, tudo estava perfeito.
O outro, na parte velha da Cidade de Tavira (a churrasqueira do Manel) onde pude comer um delicioso arroz de lingueirão e um excelente bife na pedra, tudo estava maravilhoso.
Quero referir que quer num como no outro fui tratado com toda a simpatia.
Já lá vai o tempo em que os Portugueses no Algarve eram tratados como clientes de segunda.
Nas minhas voltas durante este fim de semana e passando por Albufeira, claro que não podia deixar de ir ver o ZOO.
Está um espaço muito bem conseguido, muito bem tratado e onde se passam momentos bem agradáveis. Quanto ao ZOO só quero aqui deixar dois DESABAFOS.
O primeiro é relacionado com a zona da restauração. Um espaço coberto, relativamente grande, mas onde penso que a comodidade para as pessoas que o utilizam, não está a ser bem pensada. A utilização das mesas e das cadeiras plásticas pouco confortáveis deixa um pouco a desejar.
O segundo é relacionado com o preço dos ingressos. Sei que um espaço daqueles requer uma manutenção muito grande e que certamente não será muito barata, assim como o pagamento a quem lá trabalha (e não são poucos), mas não posso deixar de fazer um cálculo ao que uma família que tenha por exemplo dois filhos tem que gastar para visitar aquele espaço.
Dois adultos e duas crianças só para entrar, não gasta menos de cerca de € 80,00. Claro está que terão que almoçar o que fará com que tenham que desembolsar qualquer coisa como pelo menos € 60,00, isto sem entrar em grandes exageros. Assim sendo estamos a falar já em € 140,00, o que convenhamos ser um pouco elevado para a maioria das famílias portuguesas.
Uma vez que o ZOO tem como fonte de receita, não só os ingressos, mas também tudo aquilo que vende nas diversas lojas de lembranças e cujos preços até não são muito baratos, não seria de tentarem colocar o preço dos ingressos um pouco mais baratos, nem que fossem só os preços para as crianças?
Estou certo de que isso será possível com um pouco de boa vontade.

Este é o País que temos.
Desculpem lá os DESABAFOS

Pedro Pampulim

sexta-feira, 4 de abril de 2008

PODER LOCAL (2)

PODER LOCAL

Conforme prometi, aqui estou a dar conta do que se passa em relação ao problema de que falei anteriormente.
Ontem por volta das 18,30 fui contactado pessoalmente por vários funcionários da CML no sentido de verificar a reclamação que tinha feito em carta registada para o Senhor Presidente.
Depois de várias tentativas conseguiram detectar qual o problema, mas como a sua resolução precisa de uma intervenção mais complicada, essa intervenção terá que ser feita no decorrer das próximas semanas.
Quero desde já agradecer ao Senhor Presidente a rápida resolução do problema, pedindo desculpa de o ter incomodado, pois penso que um Presidente de Camara, não deve estar a perder tempo com problemas desta natureza. Para estes problemas existem os senhores Engenheiros e outras pessoas que estão sentados nos seus gabinetes e que são pagos para tratarem destes assuntos.
Fico a aguardar a completa resolução do problema e desde já prometo que assim que estiver resolvido aqui darei conta disso.
Não sei só reclamar, também sei reconhecer quando as pessoas cumprem com os seus deveres e também sei agradecer.
Uma vez mais o meu muito obrigado ao Senhor Presidente.
Nem tudo é mau neste país.

Pedro Pampulim

segunda-feira, 31 de março de 2008

PODER LOCAL


Cá estou eu uma vez mais com os meus DESABAFOS.

Num outro blog que tenho ( 2ps.blogs.sapo.pt ) escrevi mais do que uma vez com o título PODER LOCAL, sobre um assunto que me vem afectando e do qual passo a resumir o que lá escrevi.

Fundamentalmente o que se passa é o seguinte:

Comprei uma casa em Fontelas, freguesia do Reguengo Grande, concelho da Lourinhã, não como segunda habitação, mas para habitação permanente.

Durante toda a minha vida (56 anos), morei em vários locais.

Lisboa durante 40 anos, Amadora, Sintra, depois Torres Vedras e agora Lourinhã.

Os motivos que me levaram a mudar de Torres Vedras onde me sentia muito bem, para a Lourinhã, mais não foram do que procurar uma habitação um pouco maior, mas nunca pensando perder a qualidade de vida que ali tinha.

Podem eventualmente as pessoas não saberem que neste momento a zona da Lourinhã é uma zona que está a ser alvo da procura de imóveis por parte de pessoas que querem ter a sua habitação permanente neste local, por parte de pessoas que compram aqui a sua segunda habitação e ainda por estrangeiros que procuram esta zona devido ao seu grande desenvolvimento.

O que acontece é que a Lourinhã tem duas zonas distintas. Uma primeira que fica no litoral com todas as praias bem conhecidas e uma segunda zona mais interior .

Não pensem que Fontelas, onde moro fica muito longe das praias, pois fica só a escassos 10 a 15 kms das praias de São Bernardino, Paimogo, Areia Branca e outras tantas.

Voltando ao meu problema.

Depois de adquirir a minha casa que fui estrear, deparei com uma situação nova para mim.

A água da rede para além de não ser aconselhável beber devido ao excesso de calcário, não tem pressão nenhuma. Quanto ao calcário da água e para terem uma ideia, periodicamente (dois em dois meses no máximo) tenho que limpar os filtros das torneiras de segurança, porque a quantidade de pedras é tal que faz com que o esquentador não expluda. Por outro lado como a pressão é muito pouca, fui obrigado a mudar o referido esquentador para um de baixa pressão. Acresce dizer que em fontelas há zonas onde a pressão é normal, logo por azar meu fui morar para uma rua que é servida penso que por um ramal mais velho cujos tubos devem ter um diâmetro mais pequeno ou já se encontram obstruídos pelo calcário.

No concelho da Lourinhã, nomeadamente em Fontelas somos servidos por água que vem de depósitos e que em pleno verão chegam a ser abastecidos por auto-tanques dos bombeiros.

Claro está que mesmo em pleno verão as zonas junto ás praias não sofrem do mal da falta de água, estão a ver porquê não estão?.

Como gosto de tratar dos assuntos seguindo as vias normais, desloquei-me aos serviços respectivo da Câmara Municipal da Lourinhã por mais de uma vez apresentando estas minhas reclamações. Numa das últimas vezes fiz a reclamação por escrito, ficando a aguardar uma resposta. Devo acrescentar que sempre que me dirigi aos serviços da CML fui sempre bem atendido, não tendo razões de queixa das pessoas.

Acontece que depois de passar muito tempo, resolvi escrever uma carta para o Senhor Presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, Senhor José Manuel Dias Custódio, carta essa que enviei registada e com aviso de recepção em 22 de Fevereiro último.

Até hoje, dia 31 de Março ainda não obtive qualquer resposta á minha carta e como sempre me ensinaram que qualquer carta deve ter uma resposta, estou esperançado que essa resposta ainda não tenha vindo devido a afazeres do Senhor presidente e não porque tenha esquecido o assunto.

Não quero pensar que esta carta tenha sido arquivada ao abrigo do artigo Cesto (dos papeis).

Não quero pensar que na Lourinhã existam munícipes de primeira e de segunda.

Não quero pensar que os nossos autarcas só se lembrem de nós quando precisam do nosso voto.

Profissionalmente sou consultor imobiliário, exercendo a minha actividade precisamente na Zona Oeste, zona onde a Lourinhã se enquadra.

Será que devo continuar a promover os imóveis desta zona junto dos clientes, argumentando que é uma zona em desenvolvimento, como o tenho feito até ao momento, ou será que devo dizer ás pessoas o que realmente se passa?

Penso que as autarquias e os nosso autarcas, quando tentam atrair para as suas zonas os construtores e consequentemente novos moradores devem ter a preocupação de criar as infraestruturas necessárias para que as pessoas tenham uma qualidade de vida minimamente aceitável

Senhores autarcas, não se esqueçam que estamos em 2008 (século XXI) e que estamos na Europa.

Prometo voltar a este assunto logo que tenha novidades.



Este é o País que temos
Desculpem lá o DESABAFO



Pedro Pampulim

quinta-feira, 27 de março de 2008

OS TELEMÓVEIS

Fiquei impressionado ao ver na televisão a maneira como uma aluna e uma professora tratavam um simples telemóvel. Puxa para cá, puxa para lá e o coitado do telemóvel quase a cair para o chão e em risco de se partir todo.
Claro que não foi isto que me impressionou, desculpem lá a brincadeira.
O que na realidade me impressionou foi a falta de educação da menina dona do dito aparelho, do menino ou menina que se dedicou a filmar o que se passava, utilizando outro desses aparelhos e ainda o resto da turma que assistiam ao espectáculo sem nada fazerem.
É evidente que não defendo o regresso aos tempos em que se apanhava do professor porque lhe apetecia. mas alguma coisa tem que ser feita por quem de direito para que alunos cuja educação deixa muito a desejar transformem a escola num circo em que as feras em vez de estarem devidamente guardadas se sentem nas carteiras ocupando o lugar de alguns que apesar de terem vontade de estudar por vezes não têm essa possibilidade.
Dias depois vi outro filme que me fez muita confusão.
Enquanto uma professora explicava matéria, alguns meninos ditos alunos e que mais pareciam selvagens (desculpam lá os verdadeiros selvagens pela comparação) batiam com as mãos nas carteiras, gritavam, riam etc...etc...etc...
Afinal onde é que nós vamos parar?
Afinal em que País vivemos?


Este é o País que temos
Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

sexta-feira, 7 de março de 2008

MARÇO DE 2008 = A MARÇO DE 1974


POLÍCIA FOI ÀS ESCOLAS

Pois é, até parece que estamos em Março de 1974, antes da Revolução de Abril.

Nessa altura é que a polícia, quer a política quer a de segurança pública, bem como a GNR, faziam estas visitas para saber quem é que participava em conversas ditas perigosas, ou em manifestações etc...

Hoje tal como nessa altura, polícias á civil visitaram a Escola 2/3 Afonso IV em Ourém para saber quantos professores viriam á manifestação de amanhã dia 8 em Lisboa.

Disseram os referidos polícias que tinham ordens superiores e que tinha a ver com a concentração de trânsito em Lisboa.

Será que foram a todas as escolas do País?

Será que nas cabecinhas de quem os mandou lá passa a ideia de que só Ourém é que vem a Lisboa?

Será que não têm mais nada de importante que fazer?

Ou será que estamos a voltar mesmo aos tempos antigos em que quando saíamos á rua tínhamos a companhia de senhores vestidos de fato escuro por vezes com uma flor na lapela???????

É bom que as pessoas que mandam fazer estas perguntas não se esqueçam que o Povo português viveu 50 anos de fascismo, mas ao fim desses 50 anos deu-se o 25 de Abril em 1974, e que agora que ainda só passaram 34 anos depois da Revolução de Abril, o mesmo Povo português não está na disposição de aguentar mais 50 anos.

Esperemos que actos destes sejam apenas situações pontuais e não signifiquem aquilo que estou a pensar.

Este é o País que temos
Desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim

quarta-feira, 5 de março de 2008

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Parece que todos querem abater a Senhora Ministra da Educação.

Será que estamos todos errados ou haverá problemas muito graves com este Ministério?

Será que a culpa é só da Senhora Ministra ou deveremos pensar que o Senhor Primeiro Ministro também tem a sua parte de culpa nestes problemas?

Faz pouco tempo escrevi algures umas linhas com o título "PROFESSOR SOFRE", hoje o título deveria ser " ALUNOS SOFREM".

ALUNOS SOFREM porquê?
Já vão ver o porquê do título que eu deveria ter dado a este post.

Li no Jornal Correio da Manhã de hoje (dia 5 de Março) algumas coisas que me deixaram a pensar e que passo a transcrever:

CEM TURMAS ALMOÇAM E VÃO LOGO PARA O GINÁSIO

" Cem turmas do 2º e 3º Ciclos e Secundário não respeitam o intervalo de uma hora a seguir ao almoço para a prática de Educação Física "

MAIS AINDA

" Verifica-se ainda que 342 turmas não respeitam o intervalo para almoço, tendo aulas consecutivas "

Bom o artigo era muito maior e dizia ainda muito mais coisas inacreditáveis, mas estas me parecem chegar para ficarmos a pensar.

Como é possível fazer com que alguns dos nossos alunos tenham aulas consecutivas sem parar para almoçar?

Como é possível fazer com que alguns dos nossos alunos tenham Educação Física logo após o almoço em plena digestão?

Nem sequer faço comentários.
Deixo que pensem o que quiserem.

Este é o País que temos
desculpem lá o DESABAFO

Pedro Pampulim